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Arquivo da categoria ‘poesia’

Salve essa maravilhosa cantora brasileira, que com certeza está entre as melhores do mundo. Bethânia, detentora de uma presença de palco incrível, encanta sua platéia com interpretações únicas de poetas como Fernando Pessoa.
Quando criança, queria ser atriz, mas sua potência vocal falou mais alto, e Bethânia veio ao mundo para seus fãs, [...]

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Soneto de Separação
                   (Vinícius de Moraes)
 
De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez o drama.
De repente, não mais [...]

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Rui Barbosa e Cleide Canton

 
Sinto vergonha de mim…

por ter sido educador de parte desse povo,

por ter batalhado sempre pela justiça,

por compactuar com a honestidade,

por primar pela verdade

e por ver este povo já chamado varonil

enveredar pelo caminho da desonra.

 
Sinto vergonha de mim

por ter feito parte de uma era

que lutou pela democracia,

pela liberdade de ser

e ter que [...]

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Dia 15 deste mês teve início a primeira Bienal do Livro de Belo Horizonte. A Bienal, que fica no Expominas, terá atrações diversas para todo tipo de público: teatro para as crianças, bate-papos educativos para os jovens e discussões com os mais variados autores e amantes da literatura, além de um desconto nos livros que [...]

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Bem, bem longe, ouço uma voz
que vem, doce, no ar,
Chama-me, como minha mãe
o faz, sutilmente, inda hoje…
Doce, doce, sinto uma voz,
A caminhar no vento,
Toca-me… onde no corpo?
Não sei, talvez nas orelhas…
D’onde, d’onde, vem-me essa voz
aguda, suave, a correr por aí?,
Pelo mundo todo voa…
É a vida me gritando pra viver…
Corre, corre, toda a sua voz
pelos olhos [...]

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Bom dia, boa tarde ou boa noite!

A dona moça Letícia disse que só falta a história da Dinamene, de Camões, agora não falta mais.
Dinamene foi uma indiana que coisou um trem por Camões, sabem? Um trem assim, bem grande no coiso dele que fica no peito, que agora fugiu-me o nome. A moça chamava-se Tin-Nam-Men, [...]

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                                “Ora (direis) ouvir estrelas!  Certo
                                Perdeste o senso!” E eu vos direi, no entanto,
                                Que, para ouvi-las, muita vez desperto
                                E abro as janelas, pálido de espanto …
 
                                E conversamos toda a noite, enquanto
                                A Via Láctea, como um pálio aberto,
                                Cintila.  E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
                                Inda as procuro [...]

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