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Arquivo da categoria ‘Li e gostei’

Soneto de Separação
                   (Vinícius de Moraes)
 
De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez o drama.
De repente, não mais [...]

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O texto a seguir é outro do Frei Betto, no qual ele expressa o que, para ele, seria a escola ideal. Mais um ótimo texto dele, aproveitem!
 
A Escola dos meus Sonhos
 
Frei Betto
 
Na escola dos meus sonhos, os alunos aprendem a cozinhar, costurar, consertar eletrodomésticos, a fazer pequenos reparos de eletricidade e de instalações hidráulicas, a conhecer mecânica [...]

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Rui Barbosa e Cleide Canton

 
Sinto vergonha de mim…

por ter sido educador de parte desse povo,

por ter batalhado sempre pela justiça,

por compactuar com a honestidade,

por primar pela verdade

e por ver este povo já chamado varonil

enveredar pelo caminho da desonra.

 
Sinto vergonha de mim

por ter feito parte de uma era

que lutou pela democracia,

pela liberdade de ser

e ter que [...]

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O texto que segue é de autoria de Frei Betto. Para quem não o conhece, ele é um frei dominicano admirável pelo que fez pelo Brasil na época da ditadura, e ainda faz. Educador e excelente autor de vários livros, viveu no prédio onde hoje é a Escola da Serra, já que esta foi convento de dominicanos há muito [...]

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A Morte da Tartaruga
 
            Era um dia ensolarado em Pittsburg, Marcelo tomava seu café enquanto lia o jornal. Tudo corria bem, até seu filho chegar aos prantos na cozinha:
         -Papaaai! A Janis morreu papai! Ela morreu!! Buáaa!
         O garotinho segurava a tartaruga em sua mão, estática.
         -Calma, Tunico!
         -Não papai, ela era minha única amiga, [...]

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        Nos links abaixo, vocês podem ler duas crônicas do Rubem Alves muito boas. A primeira se chama “Um cravo branco na lapela”, e é bem emocionante. Ela fala das mães, de como as amamos e da tradição que existia de quem não tinha mãe colocar um cravo branco na lapela no dia de homenagem a ela (dia das mães). [...]

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Bom dia, boa tarde ou boa noite!

A dona moça Letícia disse que só falta a história da Dinamene, de Camões, agora não falta mais.
Dinamene foi uma indiana que coisou um trem por Camões, sabem? Um trem assim, bem grande no coiso dele que fica no peito, que agora fugiu-me o nome. A moça chamava-se Tin-Nam-Men, [...]

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                                “Ora (direis) ouvir estrelas!  Certo
                                Perdeste o senso!” E eu vos direi, no entanto,
                                Que, para ouvi-las, muita vez desperto
                                E abro as janelas, pálido de espanto …
 
                                E conversamos toda a noite, enquanto
                                A Via Láctea, como um pálio aberto,
                                Cintila.  E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
                                Inda as procuro [...]

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